O Presidente da Câmara Municipal fez um primeiro balanço dos prejuízos e das despesas com o impacto da depressão Kristin, assinalando as 3 semanas desde a sua passagem pelo nosso concelho.
"No dia 28 de janeiro, fomos eleitos obrigatoriamente para um novo programa eleitoral. Naquilo que tínhamos no nosso programa, muito já não faz sentido", disse Gonçalo Lopes, em conferência de imprensa.
Na estimativa apresentada e do que já foi possível apurar, os prejuízos totais deverão chegar aos 792,8 milhões de euros, mas "ainda falta outro tanto", acrescentou o Presidente.
Apoios às Empresas: 724 empresas = 200 M€
Apólices de seguro acionadas: 50 mil
Ao nível nacional, o nosso concelho está em 1.º lugar em todas estas áreas, seja em número absoluto, seja nos montantes.
Nos quase 800 M€, está também a despesa na resposta à calamidade.
Em 20 dias, o Município já gastou à volta de 13,3 milhões de euros:
Manutenção de espaços públicos: 3,3 M€
Escolas: 3,2 M€
Mobilidade e transporte: 1,4 M€
Combustível, máquinas e equipamentos: 1,2 M€
Lonas e Telhado Solidário: 0,9 Me
Ambiente: 0,6 M€
Coesão social: 0,5 M€
Reparação de vias e edifícios municipais: 0,5 M€
Outras despesas: 1,7 M€
Contabiliza-se também a quebra da atividade económica (70,7 M€), os prejuízos no associativismo (26,2 M€) e as estimativas para os custos futuros com a resposta à calamidade, a habitação e as empresas.
Falta ainda apurar os danos ao nível das viaturas particulares, da floresta e das infraestruturas municipais e estatais.
Gonçalo Lopes explicou também que a atividade municipal dos próximos anos será faseada:
Fase 1: Humanitária, Emergência e Operacional (meses 0 a 4)
Fase 2: Recuperação e Resiliência (meses 5 a 12)
Fonte/Foto: CM Leiria