O Município de Leiria encerrou o ano de 2025 com um registo superior a 177 mil visitantes nas atividades desenvolvidas pela Rede de Museus e Património Cultural.
Durante doze meses, os museus e espaços patrimoniais do concelho apresentaram uma programação diversificada, de elevada qualidade científica e artística, fortemente articulada com a comunidade local.
Esta estratégia reforçou a cultura como vetor estruturante da identidade, da coesão social, da educação não formal e da inovação criativa, entendendo o património — material e imaterial — como bem comum e recurso ativo gerador de valor cultural, educativo, social e económico.
Museu de Leiria registou 14.751 visitantes
Em 2025, o Museu de Leiria recebeu 14.751 visitantes, afirmando-se como um espaço de articulação entre arte, história, música e pensamento contemporâneo.
O principal eixo da programação foi a exposição “Adriano de Sousa Lopes (1879-1944), o pintor-poeta”, um projeto museológico de referência pela profundidade científica, qualidade curatorial e articulação entre investigação, conservação e divulgação pública.
A exposição, que reúne cerca de 100 obras do acervo municipal e de empréstimos de aproximadamente 20 entidades públicas e privadas, foi antecedida por trabalhos de conservação e restauro de várias obras.
Até final de dezembro de 2025, a mostra contabilizou 6.578 visitantes, prolongando-se até dezembro de 2026.
Centro de Diálogo Intercultural de Leiria com quase 14 mil visitantes
O Centro de Diálogo Intercultural de Leiria (CDIL) — Igreja da Misericórdia e Casa dos Pintores — registou 13.991 visitantes até final de dezembro de 2025. A reabertura da Casa dos Pintores, a 26 de julho, após um longo período de reabilitação, marcou um momento estruturante, coincidindo com o 8.º aniversário do CDIL. Até ao final do ano, este espaço recebeu 854 visitantes.
A nova museografia e os conteúdos renovados refletem uma abordagem contemporânea à interpretação do património, centrada na diversidade cultural, na acessibilidade e na atualização das narrativas históricas.
m|i|mo recebeu mais de 14 mil visitantes
O m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento recebeu 14.254 visitantes em 2025, consolidando-se como um museu-laboratório orientado para a experimentação visual, investigação histórica e participação ativa dos públicos.
Destacou-se a exposição “Artistas na Fábrica | Tereza Arriaga, Jorge de Oliveira, Manuel Filipe | 1943-1945”.
Agromuseu e Moinho do Papel valorizam memória e comunidade
O Agromuseu Municipal D. Julinha registou 2.445 visitantes até final de dezembro de 2025, mantendo uma programação centrada na transmissão de saberes tradicionais através de atividades educativas e oficinas, com forte enfoque na salvaguarda do património imaterial e na educação intergeracional.
Já o Moinho do Papel recebeu 12.621 visitantes, afirmando-se como um espaço de referência na articulação entre património industrial, criação artística e envolvimento comunitário.
Castelo de Leiria ultrapassa 121 mil visitantes
O Castelo de Leiria foi o espaço mais visitado da Rede, com 121.371 visitantes até final de dezembro de 2025. A programação centrou-se na evocação dos 700 anos da morte do rei D. Dinis, com visitas guiadas, percursos encenados, concertos e iniciativas científicas.
Património arqueológico e investigação científica
O Abrigo do Lagar Velho – Vale do Lapedo continuou a ser alvo de trabalhos de requalificação no âmbito do PRR. O respetivo Centro de Interpretação registou 401 visitantes em 2025.
Prosseguiu igualmente o projeto “EcoPLis – Ocupação Humana Plistocénica nos Ecótonos do Rio Lis”, com campanha arqueológica realizada entre 7 e 31 de julho no Abrigo da Buraca da Moira, incluindo um Dia Aberto ao Público.
Paralelamente à programação cultural, o Município dinamizou projetos de investigação, digitalização, inventário, registo fotográfico e conservação e restauro de bens culturais dos acervos do Museu de Leiria, m|i|mo, Agromuseu Municipal D. Julinha e Arte Pública.
Os resultados de 2025 demonstram a consolidação de um modelo cultural coerente e integrado, onde museus e património funcionam como plataformas de conhecimento, participação e criação, afirmando Leiria como referência nacional na gestão do património e na museologia contemporânea.
Fonte/Foto: CM Leiria